Arquivo da tag: PIB

Mercado eleva projeção para a Selic em 2015

SÃO PAULO  –  Os analistas do mercado financeiro reduziram ligeiramente suas estimativas para a inflação neste ano e mantiveram a projeção para 2015. Eles veem, contudo, um aumento maior dos juros básicos da economia no ano que vem, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. A autoridade monetária colhe projeções entre cerca de cem instituições.

Já analistas do grupo Top 5 – os que mais acertam as projeções – acreditam em aperto maior dos juros já neste ano e também no próximo.

A mediana do mercado para a Selic ao fim deste ano seguiu em 11,0%, mas subiu de 11,50% para 11,88% em 2015. A taxa está, atualmente, em 10,50% ao ano. Já a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cedeu de 6,02% para 6% em 2014. A projeção para o IPCA de janeiro caiu de 0,75% para 0,72%. Para 2015, a aposta seguiu em 5,70%. A projeção em 12 meses passou de 5,99% para 6,00%.

O grupo Top 5, por sua vez, elevou sua estimativa para a taxa básica de juros de 11,50% para 11,75% em 2014, e de 11,50% para 12,25% em 2015. As estimativas desse grupo para o IPCA continuaram as mesmas, de 6,20% para este ano e de 6% para 2015.

Estimativas para o câmbio também foram ajustadas. O mercado em geral agora espera um real mais desvalorizado, em R$ 2,47, no fim deste ano. A projeção anterior era de R$ 2,45. O mesmo ocorre para 2015, para quando a taxa foi ajustada de R$ 2,50 para R$ 2,51.

Atividade

As projeções do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) seguiram as mesmas, de crescimento de 1,91% neste ano e de 2,20% em 2015. A estimativa para o aumento da produção industrial de 2014 foi ajustada para baixo, contudo, de 2,20% para 2,00%. Em 2015, o mercado vê um desempenho melhor e elevou a estimativa de 2,95% para 3,0%.

Resultado fiscal

Os analistas do mercado financeiro elevaram de 1,4% para 1,5% a estimativa para o superávit primário do setor público consolidado em 2014. O critério abrange Estados, municípios, BC, estatais e governo central.

Em 2013, o superávit primário foi de 1,90% do PIB, segundo informou o BC na sexta-feira. Foi o menor da série, iniciada em novembro de 2002.

O governo deve divulgar até o fim deste mês qual será a meta da economia para pagar juros da dívida neste ano. O percentual a ser definido ganhou ainda mais relevância nas últimas semanas diante das turbulências externas que atingem os países emergentes, que elevaram as cobranças por austeridade fiscal do governo Dilma Rousseff.

Estimativas de mercado – Boletim Focus

Fonte: Banco Central
Indicador 2014 2015
IPCA 6,00% 5,70%
IGP-M 5,90% 5,5%
Dólar (fim de período) R$ 2,47 R$ 2,51
PIB 1,91% 2,20%
Selic (fim de período) 11% 11,88%
     

(Ana Conceição | Valor)

© 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico. 

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/brasil/3417082/mercado-eleva-projecao-para-selic-em-2015#ixzz2sMGAFNgI

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Economia

PIB e PNB

PIB e PNB

Qual a diferença entre PIB e PNB?

Um dos principais indicadores que demonstram a realidade econômica de um país ou região é o PIB (Produto Interno Bruto). Tal indicador nada mais é do que a mensuração de todos os bens e serviços, ou seja, de toda a riqueza produzida. Uma das maiores confusões em relação ao PIB é a diferença entre o mesmo e outro importante indicador econômico: o PNB (Produto Nacional Bruto).

PIB ou PNB?

Uma das confusões em torno do PIB é a que mistura taxas trimestrais de crescimento, divulgadas periodicamente pelo IBGE com taxas anuais. A taxa trimestral mede o crescimento do PIB num trimestre em relação ao trimestre anterior e se constitui numa medida mais aproximada de velocidade corrente de crescimento do PIB. Essa taxa é anualizada, ou seja, indica o quanto o PIB cresceria no ano todo se sua velocidade de expansão continuasse a mesma. Para se evitar confusões no tratamento das variações do PIB deve-se sempre tomar a base inicial da medida como 100, e aplicar sobre ela os índices de crescimento divulgados. Isso permite visualizar corretamente o fenômeno em curso.

Embora o conceito de PIB seja preferido na maior parte do mundo, como no Brasil e Grã Bretanha, o PNB é utilizado especialmente em determinados países, como nos Estados Unidos, por exemplo.


O PIB representa todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras de uma região, independentemente do destino dessa renda. O conceito de PIB também descarta a entrada de verbas do exterior. O que é levado em consideração é simplesmente aquilo que é produzido dentro das fronteiras da região ou país.


Já o PNB considera todos os valores que um país, por exemplo, recebe do exterior, além das riquezas que foram apropriadas por outras economias, ou seja, os valores que saem. É justamente essa a diferença: o PNB considera as rendas enviadas e recebidas do exterior, enquanto o PIB, não.

Desta forma, em países em desenvolvimento, como o Brasil, o PNB normalmente é menor que o PIB, uma vez que as transnacionais enviam grande parte de seus lucros para seus países de origem. Da mesma forma, em países com muitas empresas de atuação global, como nos Estados Unidos, o PNB tende a ser maior, já que há uma grande absorção dos lucros gerados por suas empresas no exterior.

Portanto: O PIB, descontado dessa renda enviada ao exterior, ou somado à renda recebida do exterior é chamado PNB. O conceito de PNB, por esse motivo, está mais próximo ao conceito de Renda Nacional. O Produto Nacional Bruto, descontadas as perdas por depreciação, é exatamente igual à Renda Nacional Líquida. Assim:

PIB – Renda enviada ao exterior + Renda recebida do exterior = PNB

PNB – Depreciação = Produto Nacional Líquido = Renda Nacional Liquida.

Renda Nacional Líquida / População = Renda Per Capita

100 Maiores PIB’s Mundiais

Lugar País PIB
(milhões de USD)
 Mundo 62 911 253
 União Europeia
16 242 256
1
 Estados Unidos
14 526 550
2
 China
5 878 257
3
 Japão
5 458 797
4
 Alemanha
3 286 451
5
 França
2 562 742
6
 Reino Unido
2 250 209
7
 Brasil
2 090 314
8
 Itália
2 055 114
9
 Índia
1 631 970
10
 Canadá
1 577 040
11
 Rússia
1 479 825
12
 Espanha
1 409 946
13
 Austrália
1 237 363
14
 México
1 034 308
15
 Coreia do Sul
1 014 482
16
 Países Baixos
780 668
17
 Turquia
735 487
18
 Indonésia
706 752
19
 Suíça
527 920
20  Polónia 469 401
21
 Bélgica
467 779
22
 Suécia
458 725
23
 Arábia Saudita
448 360
24
 Taiwan
429 845
25
 Noruega
412 990
26
 Irã
407 382
27
 Áustria
377 382
28
 Argentina
369 992
29
 África do Sul
363 655
30
 Tailândia
318 908
31
 Dinamarca
309 866
32
 Grécia
305 415
33
 Emirados Árabes Unidos
302 039
34
 Venezuela
293 268
35
 Colômbia
289 433
36
 Finlândia
239 177
37
 Malásia
237 959
38
 Portugal
229 154
39
 Hong Kong
224 459
40
 Singapura
222 699
41
 Egito
218 465
42
 Israel
217 445
43
 Irlanda
206 985
44
 Chile
203 299
45
 Nigéria
202 576
46
 Filipinas
199 591
47
 República Checa
192 030
48
 Paquistão
176 870
49
 Roménia
161 629
50
 Argélia
157 759
51
 Peru
153 802
52
 Cazaquistão
148 047
53
 Nova Zelândia
140 509
54
 Ucrânia
137 934
55
 Kuwait
132 569
56
 Hungria
130 421
57
 Catar
127 332
58
 Bangladesh
105 560
59
 Vietname
103 574
60
 Marrocos
91 135
61
 Eslováquia
87 450
62
 Angola
82 471
63
 Iraque
81 112
64
 Líbia
71 336
65
 Sudão
65 389
66
 Croácia
60 834
67
 Síria
59 330
68
 Equador
57 978
69
 Omã
57 851
70
 Luxemburgo
55 195
71
 Bielorrússia
54 713
72
 Azerbaijão
54 370
73
 República Dominicana
51 626
74
 Sri Lanka
49 536
75
 Eslovênia
47 733
76
 Bulgária
47 702
77
 Myanmar
45 428
78
 Tunísia
44 278
79
 Guatemala
41 178
80
 Uruguai
40 272
81
 Líbano
39 236
82
 Uzbequistão
38 987
83
 Sérvia
38 009
84
 Lituânia
36 370
85
 Costa Rica
35 789
86
 Gana
32 321
87
 Quênia
32 092
88
 Iémen/Iêmen
31 315
89
 Etiópia
29 717
90
 Panamá
26 808
91
 Jordânia
26 447
92
 Letônia
24 013
93
 Chipre
23 174
94
 Costa do Marfim
22 963
95
 Bahrein
22 656
96
 Tanzânia
22 543
97
 Camarões
22 522
98
 El Salvador
21 215
99
 Trinidad e Tobago
20 375
100
 Turquemenistão
20 001

Deixe um comentário

Arquivado em Economia

Notícia do Jornal O Estado de São Paulo

Analistas reveem para baixo a projeção do PIB

Mercado agora acredita que a economia irá crescer 3,03%, segundo a pesquisa Focus 
18 de março de 2013 | 9h 09
 

BRASÍLIA – A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,10% para 3,03%, na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central. Para 2014, a estimativa de expansão segue em 3,50%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,08% e 3,65%.

 Já a projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 segue em 3,00%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 4,00%, acima dos 3,75% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,00% para 2013 e de 3,50% em 2014 para o setor.

Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 de 34,30% para 34,10%. Para 2014, a projeção segue em 33,20%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 34,50% e 33,10% para esses dois anos.

Na balança de pagamentos, o mercado financeiro manteve a previsão de déficit em transações correntes em 2013. A pesquisa Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano segue em US$ 65,0 bilhões. Há um mês, estava em US$ 62,65 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas subiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 70,4 bilhões, ante US$ 68,73 bilhões há quatro semanas.

Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 14,9 bilhões para US$ 14,0 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,2 bilhões. Para 2014, a projeção subiu de US$ 13,65 bilhões para US$ 14,50 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 15,60 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

Inflação

A projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013 caiu de 5,82% para 5,73%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,70%. Para 2014, a projeção subiu de 5,50% para 5,54%, após 17 semanas de estabilidade.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses caiu de 5,51% para 5,45%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,53%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo caiu de 5,81% para 5,71%. Para 2014, a previsão dos cinco analistas segue em 6,05%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,70% e de 6,50% para cada ano, respectivamente.

Juro

Os economistas consultados elevaram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2013 de 8,00% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções subiu de 8,25% para 8,50% ao ano. A projeção para a reunião do Copom de abril segue em 7,25% ao ano, indicando estabilidade.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2013 no cenário de médio prazo passou de 8,50% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2014, caiu de 7,88% para 7,75% ao ano.

Os economistas projetam manutenção dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril, e alta da taxa básica a partir de maio. A mediana das estimativas para o quinto mês de 2013 subiu de 7,25% para 7,50% ao ano, alta de 0,25 ponto porcentual.

Para julho, a estimativa passou de 7,25% para 7,75% ao ano. Para agosto, de 7,25% para 8,00% ao ano. Para outubro, a estimativa subiu de 7,75% para 8,25% ao ano. Para novembro, de 8,00% para 8,25% ao ano. Para janeiro de 2014, a previsão subiu de 8,00% ao ano para 8,50% ao ano. Para fevereiro, de 8,25% para 8,38% ao ano. Para março, a previsão subiu de 8,25% para 8,50% ao ano.Para o período entre abril e setembro do próximo ano, as estimativas para a Selic foram mantidas em 8,50% ao ano.

Câmbio

A mediana das projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 segue em R$ 2,00 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa divulgada nesta segunda-feira. Para o fim de 2014, a mediana caiu de R$ 2,06 para R$ 2,05. Há quatro semanas estava em R$ 2,05.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro reduziu a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 de R$ 2,00 para R$ 1,99. Para 2014, a projeção segue em R$ 2,05. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,01 neste ano e R$ 2,05 no próximo.

Para o fim de março, a estimativa passou de R$ 1,98 para R$ 1,97. Para abril, segue em R$ 1,98. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 segue em R$ 2,00. Para 2014, segue em R$ 2,02.

Deixe um comentário

Arquivado em Economia

PIB e PNB

PIB e PNB

Qual a diferença entre PIB e PNB?

Um dos principais indicadores que demonstram a realidade econômica de um país ou região é o PIB (Produto Interno Bruto). Tal indicador nada mais é do que a mensuração de todos os bens e serviços, ou seja, de toda a riqueza produzida. Uma das maiores confusões em relação ao PIB é a diferença entre o mesmo e outro importante indicador econômico: o PNB (Produto Nacional Bruto).

PIB ou PNB?

Uma das confusões em torno do PIB é a que mistura taxas trimestrais de crescimento, divulgadas periodicamente pelo IBGE com taxas anuais. A taxa trimestral mede o crescimento do PIB num trimestre em relação ao trimestre anterior e se constitui numa medida mais aproximada de velocidade corrente de crescimento do PIB. Essa taxa é anualizada, ou seja, indica o quanto o PIB cresceria no ano todo se sua velocidade de expansão continuasse a mesma. Para se evitar confusões no tratamento das variações do PIB deve-se sempre tomar a base inicial da medida como 100, e aplicar sobre ela os índices de crescimento divulgados. Isso permite visualizar corretamente o fenômeno em curso.

Embora o conceito de PIB seja preferido na maior parte do mundo, como no Brasil e Grã Bretanha, o PNB é utilizado especialmente em determinados países, como nos Estados Unidos, por exemplo.


O PIB representa todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras de uma região, independentemente do destino dessa renda. O conceito de PIB também descarta a entrada de verbas do exterior. O que é levado em consideração é simplesmente aquilo que é produzido dentro das fronteiras da região ou país.


Já o PNB considera todos os valores que um país, por exemplo, recebe do exterior, além das riquezas que foram apropriadas por outras economias, ou seja, os valores que saem. É justamente essa a diferença: o PNB considera as rendas enviadas e recebidas do exterior, enquanto o PIB, não.

Desta forma, em países em desenvolvimento, como o Brasil, o PNB normalmente é menor que o PIB, uma vez que as transnacionais enviam grande parte de seus lucros para seus países de origem. Da mesma forma, em países com muitas empresas de atuação global, como nos Estados Unidos, o PNB tende a ser maior, já que há uma grande absorção dos lucros gerados por suas empresas no exterior.

Portanto: O PIB, descontado dessa renda enviada ao exterior, ou somado à renda recebida do exterior é chamado PNB. O conceito de PNB, por esse motivo, está mais próximo ao conceito de Renda Nacional. O Produto Nacional Bruto, descontadas as perdas por depreciação, é exatamente igual à Renda Nacional Líquida. Assim:

PIB – Renda enviada ao exterior + Renda recebida do exterior = PNB

PNB – Depreciação = Produto Nacional Líquido = Renda Nacional Liquida.

Renda Nacional Líquida / População = Renda Per Capita

 

100 Maiores PIB’s Mundiais

Lugar País PIB
(milhões de USD)
 Mundo 62 911 253
 União Europeia
16 242 256
1
 Estados Unidos
14 526 550
2
 China
5 878 257
3
 Japão
5 458 797
4
 Alemanha
3 286 451
5
 França
2 562 742
6
 Reino Unido
2 250 209
7
 Brasil
2 090 314
8
 Itália
2 055 114
9
 Índia
1 631 970
10
 Canadá
1 577 040
11
 Rússia
1 479 825
12
 Espanha
1 409 946
13
 Austrália
1 237 363
14
 México
1 034 308
15
 Coreia do Sul
1 014 482
16
 Países Baixos
780 668
17
 Turquia
735 487
18
 Indonésia
706 752
19
 Suíça
527 920
20  Polónia 469 401
21
 Bélgica
467 779
22
 Suécia
458 725
23
 Arábia Saudita
448 360
24
 Taiwan
429 845
25
 Noruega
412 990
26
 Irã
407 382
27
 Áustria
377 382
28
 Argentina
369 992
29
 África do Sul
363 655
30
 Tailândia
318 908
31
 Dinamarca
309 866
32
 Grécia
305 415
33
 Emirados Árabes Unidos
302 039
34
 Venezuela
293 268
35
 Colômbia
289 433
36
 Finlândia
239 177
37
 Malásia
237 959
38
 Portugal
229 154
39
 Hong Kong
224 459
40
 Singapura
222 699
41
 Egito
218 465
42
 Israel
217 445
43
 Irlanda
206 985
44
 Chile
203 299
45
 Nigéria
202 576
46
 Filipinas
199 591
47
 República Checa
192 030
48
 Paquistão
176 870
49
 Roménia
161 629
50
 Argélia
157 759
51
 Peru
153 802
52
 Cazaquistão
148 047
53
 Nova Zelândia
140 509
54
 Ucrânia
137 934
55
 Kuwait
132 569
56
 Hungria
130 421
57
 Catar
127 332
58
 Bangladesh
105 560
59
 Vietname
103 574
60
 Marrocos
91 135
61
 Eslováquia
87 450
62
 Angola
82 471
63
 Iraque
81 112
64
 Líbia
71 336
65
 Sudão
65 389
66
 Croácia
60 834
67
 Síria
59 330
68
 Equador
57 978
69
 Omã
57 851
70
 Luxemburgo
55 195
71
 Bielorrússia
54 713
72
 Azerbaijão
54 370
73
 República Dominicana
51 626
74
 Sri Lanka
49 536
75
 Eslovênia
47 733
76
 Bulgária
47 702
77
 Myanmar
45 428
78
 Tunísia
44 278
79
 Guatemala
41 178
80
 Uruguai
40 272
81
 Líbano
39 236
82
 Uzbequistão
38 987
83
 Sérvia
38 009
84
 Lituânia
36 370
85
 Costa Rica
35 789
86
 Gana
32 321
87
 Quênia
32 092
88
 Iémen/Iêmen
31 315
89
 Etiópia
29 717
90
 Panamá
26 808
91
 Jordânia
26 447
92
 Letônia
24 013
93
 Chipre
23 174
94
 Costa do Marfim
22 963
95
 Bahrein
22 656
96
 Tanzânia
22 543
97
 Camarões
22 522
98
 El Salvador
21 215
99
 Trinidad e Tobago
20 375
100
 Turquemenistão
20 001

Reportagem de  Ilton Caldeira, iG São Paulo – 04/04/2012 05:40

Especialistas apontam que PIB deve crescer entre 3% e 3,5% em 2012; projeções do governo apontam um resultado de 4,5% neste ano

Estímulo à indústria deve ter pouco efeito para melhorar o resultado do PIB

O pacote de incentivo à indústria deverá ter pouco efeito para o crescimento da economia em 2012. Segundo especialistas, o efeito das medidas pode gerar algum crescimento no curto prazo, mas será um desempenho volátil. Para gerar um cresicmento mais sustentável, em bases mais sólidas, é necessário uma ampla reforma tributária, além de mudanças na estrutura de gastos de custeio do governo com a operação da máquina pública e melhorias na infraestutura do País.

Nesta terça-feira o Governo Federal apresentou medidas para ajudar a indústria a enfrentar a crise econômica internacional, reforçando ações sobre o câmbio e na área tributária, com a desoneração da folha de pagamento, junto com estímulos à produção de bens e equipamentos no Brasil.

Foram anunciadas ainda medidas para reduzir o custo do comércio exterior e de defesa comercial. Mudanças nas condições de crédito, por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), e condições mais favoráveis para a indústria automobilística nacional também foram apresentadas.

O pacote no total soma R$ 60,4 bilhões, sendo que desse montante R$ 3,1 bilhões representam renuncia fiscal pela União.

Foto: AE/PAULO PINTO

Funcionários trabalham na ala de pintura de carrocerias em fábrica da Volkswagen: estímulo à produção é positivo, mas gargalos de infraestrutura precisam ser solucionados

Na avaliação do economista Antonio Correa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), as medidas são positivas, mas de forma isolada não produzem um grande efeito para o desempenho da economia. Segundo Lacerda, o Produto Interno Bruto (PIB) deve ter um desempenho entre 3% e 3,5% este ano.

“Medidas de desoneração são sempre positivas, mas precisam estar aliadas com outras políticas, como a redução dos juros”, diz Lacerda. “Estamos competindo com países como a China e a Coreia que utilizam diversos mecanismos de incentivo para a economia. Precisamos atacar o problema da infraestrutura e da logística que também tiram a competitividade dos produtos nacionais”, acrescenta.

Para este ano, o governo projeta um crescimento de 4,5%. Na segunda-feira, o Banco Central divulgou o relatório Focus com as projeções do mercado financeiro para o desempenho da economia. O documento aponta que os analistas voltaram a reduzir a estimativa de crescimento do PIB, que passou de 3,23% para 3,2% em 2012.

Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados sobre o desempenho da produção industrial. Os números mostram que apesar de ter crescido 1,3% na comparação com janeiro, mês em que houve queda de1,5% no setor de produção, o resultado segue fraco, com retração de 3,9% sobre o desempenho do mesmo período do ano passado.

Flávio Serrano, economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, avalia que as medidas são positivas e vão no sentido de reduzir impostos e aliviar o sufoco dos setor privado.”Mas é uma medida temporária e que não ataca o problema tributário mais complexo, nem as deficiências da fraca infraestrutura do País”, diz.

Segundo Serrano, parte da crise do setor de produção decorre do cenário de conjuntura internacional já que o segmento industrial é o que mais lida com a economia externa e sofre mais diretamente seus efeitos agora durante a crise que atinge os Estados Unidos e a Europa. “O impacto das medidas no PIB deve ser marginal e o crescimento este ano não deve passar de 3,5%. Pode haver uma aceleração da economia no curto prazo, mas será um comportamento mais volátil”, completa.

Desempenho da indústria

Variação do indicador de produção com ajustes sazonal

O economista Pedro Paulo Silveira, da TOV Asset Management, analisa que as medidas podem fazer pouco pelo setor diante da queda de demanda global. As economias ricas estão passando por um forte desemprego, com mais de 17 milhões de pessoas sem trabalho somente na Europa, e perda do poder de compra. “Esse cenário reduz o potencial dos mercados mais desenvolvidos para os produtos brasileiros”, diz. “Além disso, mais protecionismo pode gerar mais problemas que soluções para a economia. As contrapartidas também não estão muito claras e não há garantias de que o setor produtivo não irá repassar possíveis aumentos de custos e matérias-primas para os demais elos da cadeia. Isso pode gerar pressões inflacionárias e comprometer os objetivos do Banco Central.”

Desempenho fraco

A redução do desempenho do setor industrial contribui para que o PIB de 2011 não tivesse um crescimento mais robusto. No ano passado, o setor produtivo registrou crescimento de 1,6%, contra 2,7% dos serviços e 3,9% da agropecuária.

No ano passado, a indústria de transformação ficou praticamente estagnada em relação a 2010, com variação de 0,1% influenciada, principalmente pela redução do valor adicionado de automóveis, vestuário, metalurgia e máquinas, entre outros.

De acordo com o IBGE, a variação negativa da indústria foi puxada pela queda de -3,1% na Indústria de transformação. O desempenho ruim da indústria de transformação foi atribuído à redução da produção de têxteis, artigos de vestuário, calçados, máquinas e equipamentos.

2 Comentários

Arquivado em Economia

PIB e PNB – 12/09/2011

PIB e PNB

Qual a diferença entre PIB e PNB?

Um dos principais indicadores que demonstram a realidade econômica de um país ou região é o PIB (Produto Interno Bruto). Tal indicador nada mais é do que a mensuração de todos os bens e serviços, ou seja, de toda a riqueza produzida. Uma das maiores confusões em relação ao PIB é a diferença entre o mesmo e outro importante indicador econômico: o PNB (Produto Nacional Bruto).

PIB ou PNB?

Uma das confusões em torno do PIB é a que mistura taxas trimestrais de crescimento, divulgadas periodicamente pelo IBGE com taxas anuais. A taxa trimestral mede o crescimento do PIB num trimestre em relação ao trimestre anterior e se constitui numa medida mais aproximada de velocidade corrente de crescimento do PIB. Essa taxa é anualizada, ou seja, indica o quanto o PIB cresceria no ano todo se sua velocidade de expansão continuasse a mesma. Para se evitar confusões no tratamento das variações do PIB deve-se sempre tomar a base inicial da medida como 100, e aplicar sobre ela os índices de crescimento divulgados. Isso permite visualizar corretamente o fenômeno em curso.

Embora o conceito de PIB seja preferido na maior parte do mundo, como no Brasil e Grã Bretanha, o PNB é utilizado especialmente em determinados países, como nos Estados Unidos, por exemplo.

O PIB representa todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras de uma região, independentemente do destino dessa renda. O conceito de PIB também descarta a entrada de verbas do exterior. O que é levado em consideração é simplesmente aquilo que é produzido dentro das fronteiras da região ou país.

Já o PNB considera todos os valores que um país, por exemplo, recebe do exterior, além das riquezas que foram apropriadas por outras economias, ou seja, os valores que saem. É justamente essa a diferença: o PNB considera as rendas enviadas e recebidas do exterior, enquanto o PIB, não.

Desta forma, em países em desenvolvimento, como o Brasil, o PNB normalmente é menor que o PIB, uma vez que as transnacionais enviam grande parte de seus lucros para seus países de origem. Da mesma forma, em países com muitas empresas de atuação global, como nos Estados Unidos, o PNB tende a ser maior, já que há uma grande absorção dos lucros gerados por suas empresas no exterior.

Portanto: O PIB, descontado dessa renda enviada ao exterior, ou somado à renda recebida do exterior é chamado PNB. O conceito de PNB, por esse motivo, está mais próximo ao conceito de Renda Nacional. O Produto Nacional Bruto, descontadas as perdas por depreciação, é exatamente igual à Renda Nacional Líquida. Assim:

PIB – Renda enviada ao exterior + Renda recebida do exterior = PNB

PNB – Depreciação = Produto Nacional Líquido = Renda Nacional Liquida.

Renda Nacional Líquida / População = Renda Per Capita

Reportagem do jornal O Globo Economia de 03/03/2011

Ranking divulgado pelo IBGE com os países que já anunciaram o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 mostram que o Brasil teve o terceiro melhor desempenho no mundo. O PIB brasileiro, que subiu 7,5%, na maior alta desde 1986 , ficou atrás de China, que cresceu 10,3%, e Índia, que avançou 8,6%. A expansão da economia brasileira supera o avanço dos PIBs de países europeus e dos Estados Unidos, além da Coreia do Sul.

O crescimento do PIB brasileiro ficou 2,5 pontos acima do avanço no mundo em 2010, que foi de 5% na média dos países, segundo os dados do IBGE. Ficaram acima desse patamar, além dos três primeiros colocados, a Coreia do Sul, com alta de 6,1%, e o México, com 5,5%.

Segundo a wikipedia, O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). Veja que fala “uma determinada região”, portanto você pode calcular o PIB de um Estado, de uma cidade. A maioria das pessoas pensa sempre numa lista de países, como a que mostramos abaixo:

PAÍS—PIB de 2009 em milhões de US$

1) Estados Unidos—14.256.300
2) Japão—5.067.530
3) China—4.984.730
4) Alemanha—3.346.700
5) França—2.649.390 (obs 5)
6) Reino Unido—2.174.530
7) Itália—2.112.780
8) Brasil—1.571.980 (em 2010: estimado em US$ 1.700.000)
9) Espanha—1.460.250
10) Canadá—1.336.070
11) Índia—1.310.170
12) Rússia—1.230.730
13) Austrália—924.843
14) México—874.902
15) Coreia do Sul—832.512
16) Holanda (Países Baixos)—792.128
17) Taiwan (Formosa)—735.400 (obs 6 e 7)
18) Turquia—617.099
19) Indonésia—540.277
20) Suiça—500.260 (obs 1)
21) Bélgica—468.552
22) Polônia—430.076
23) Suécia—406.072
24) Áustria—384.908
25) Noruega—381.766
26) Arábia Saudita—369.179
27) Irã—331.015
28) Grécia—329.924
29) Venezuela—326.498
30) Dinamarca—309.596
31) Argentina—308.741
32) África do Sul—285.983
33) Tailândia—263.856
34) Emirados Árabes Unidos—261.348 (obs 1)
35) Finlândia—237.512
36) Colômbia—230.844
37) Portugal—227.676
38) Irlanda—227.193
39) Israel—194.790
40) Malásia—191.601
41) República Tcheca—190.274
42) Egito—188.334
43) Cingapura—182.232
44) Nigéria—168.994
45) Paquistão—166.545
46) Chile—163.670
47) Romênia—161.110
48) Filipinas—160.476
49) Kuweit—148.024 (obs 1)
50) Argélia—140.577

Porém, mais interessante que isso é ver que grandes cidades possuem PIBs maiores do que muitos países. Por exemplo, as 2 primeiras colocadas no ranking de cidades mais ricas, Tóquio e Nova York possuem PIBs de, respectivamente, US$ 1,479 trilhão e US$ 1,406 trilhão. Olhe novamente a tabela acima e você verá que as duas poderosas metrópoles estariam em 9º e 11º lugares, logo a frente da Espanha e Canadá!! Fácil de perceber que elas poderiam até se tornarem nações independentes. Entre as nossas cidades, São Paulo é a mais bem colocada, aparecendo como a 10º colocada, com um PIB de US$ 388 bilhões. Em 2005, São Paulo ocupava a 19º colocação, com um PIB de US$ 225 bilhões, crescimento de 72% em 4 anos. O Rio de Janeiro, ocupa a 30º lugar com um PIB de US$ 152 bilhões.

Posição Cidade País PIB
em bilhões de US$
1 Tóquio Japão $ 1479
2 Nova Iorque Estados Unidos $ 1406
3 Los Angeles Estados Unidos $ 792
4 Chicago Estados Unidos $ 574
5 Londres Reino Unido $ 565
6 Paris França $ 564
7 Osaka Japão $ 417
8 Cidade do México México $ 390
9 Filadélfia Estados Unidos $ 388
10 São Paulo Brasil $ 388

23 Comentários

Arquivado em Economia