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Índices de Inflação

Inflação

Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Porém, é popularmente usada para se referir ao aumento geral dos preços. Inflação é o oposto de deflação. Índices de preços dentro de uma faixa entre 2 a 4,5% ao ano é uma situação chamada de estabilidade de preços. Inflação “zero” não é o que se deseja, pois pode estar denunciando a ocorrência de uma estagnação da economia, momento em que a renda e, consequentemente, a demanda, estão muito baixas, significando alto desemprego e crise.

Principais Índices de Inflação

Vejam abaixo uma lista dos pricipais índices de inflação do Brasil

Índice Geral de Preços do IBGE (IGP)

Começou a ser calculado em 1947, comparando preços do mês anterior com os do mês corrente, coletados em 18 capitais. Há três grupos de preços: os de produtos no atacado, baseado numa amostragem de cerca de 500 mercadorias, com 60 por cento de peso no índice final; o de preços ao consumidor, com base nas compras de famílias com renda de1 a33 salários mínimos, entra com 30 por cento; preços da construção civil, com 10 por cento de peso baseado em planilhas de custo de empresas de engenharia. Um dos menos precisos índices, justamente pela sua abrangência, num quadro muito dispersivo de inflação. É divulgado em duas versões uma contendo apenas os preços do que é produzido internamente,(disponibilidade interna)e outra incluindo preços de importações.

 

Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) da FGV

Criado a pedido da Federação dos Bancos com uma cláusula que impede sua modificação pelo governo e tinha como função, servir de corretor de contratos bancários aplicável já no dia 30 do mês em curso. É o primeiro a ser divulgado e tem como base os mesmos preços e a mesma ponderação do IGP, mas do dia 20 do mês anterior ao 20 do mês em questão.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV)

Os Índices Gerais de Preços da Fundação Getulio Vargas foram divulgados pela primeira vez em novembro de 1947, no número de estréia da Revista Conjuntura Econômica. Desde então registram as variações de preços de matérias-primas agropecuárias e industriais, de produtos intermediários e de bens e serviços finais.

Apresentam-se em três versões: Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A diferença entre eles está no período de coleta das informações para cálculo do índice. O quadro a seguir compara o período de referência de cada versão do IGP. Os preços coletados em cada período são comparados aos levantados nos 30 dias imediatamente anteriores:

  • Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10)
  • Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)
  • Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).

A diferença entre eles está no período de coleta das informações para cálculo do índice. O quadro a seguir compara o período de referência de cada versão do IGP. Os preços coletados em cada período são comparados aos levantados nos 30 dias imediatamente anteriores:

 

O IGP-10 mede a evolução de preços no período compreendido entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. A série do IGP-10 teve início em 1993. O IGP-M é coletado entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. Sua série começa em 1989.

O IGP-DI é coletado entre o primeiro e o último dia do mês de referência. A série histórica retroage a 1944.

O IGP-M, diferentemente das demais versões, conta com um sistema de apurações prévias divulgadas antes do fechamento mensal. Essas prévias apresentam resultados parciais do índice com base na coleta realizada em períodos de dez dias.

A primeira prévia, divulgada com a denominação de primeiro decêndio, calcula as variações obtidas a partir das informações colhidas no período de21 a30 do mês anterior ao de referência, comparadas às levantadas ao longo dos trinta dias anteriores. A segunda prévia expande o período de coleta para 21 do mês anterior a 10 do mês de referência, apresentando resultados cumulativos. A terceira apuração é o próprio IGP-M.

Índice Quadrissemanal de Preços ao Consumidor da FIPE

Típico de uma economia hiper-inflacionária, é publicado toda semana, com as variações dos preços das quatro semanas anteriores. Restringe-se ao município de São Paulo e afere o custo de vida de famílias com rendas de2 a6 salários mínimos. Calcula os preços médios durante quatro semanas e divide pela mesma média de quatro semanas anteriores. Trata-se, portanto, de uma medida rápida das tendências de base dos preços. No índice FIPE a comida pesa 37 por cento do custo de vida das pessoas e a habitação 18 por cento.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE.

Para rendas de 1-8 salários mínimos, foi o índice oficial de inflação de1979 a1986.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

Sucedeu ao INPC como índice oficial, até 1990 e difere apenas no período de coleta dos preços.

Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) IBGE

Para rendas até quarenta salários mínimos.

Índices de Custo de Vida do DIEESE

Para três classes de renda, 1-3 salários mínimos, 1-5 e 1-30.Esse índice se distingue dos demais por incluir como itens essenciais do custo de vida, despesas com recreação, comunicação, cultura e lazer.

Índice da Cesta Básica (PROCON/DIEESE)

Pesquisado em 70 super-mercadosem São Paulo, englobando 31 produtos essenciais para famílias com renda até 10,3 salários mínimos; mede a variação ponta a ponta.

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Indicadores de Conjuntura

Indicadores de Conjuntura

São poucos e precários os indicadores de conjuntura econômica no Brasil. Eis os principais:

DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE)

Pesquisa industrial mensal: Mede a produção física acompanhando cerca de 700 produtos em 5 mil empresas com o que elabora quatro índices: a variação da produção do mês em relação ao mês anterior, e em relação ao mesmo mês do ano anterior; a variação da produção acumulada nos últimos 12 meses em relação a 12 meses anteriores, e a acumulada no ano, em relação ao mesmo período no ano anterior. Os índices são específicos por setores industriais (indústria da borracha, vestuário, veículos, etc), e por tipos de bens: bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis e os não duráveis. Os indicadores do IBGE ressentem-se da pequena amostragem, da não inclusão de serviços e da não atualização freqüente da amostragem em função da mudança do perfil produtivo do país.

Pesquisa mensal do comércio: Indicador iniciado em 1995, alcançando apenas mil estabelecimentos na região do Rio de Janeiro. Acompanha vendas, emprego e massa salarial no comércio. 

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV)

Sondagem Conjuntural: Afere a cada três meses a taxa de utilização, níveis de produção, emprego e intenções de investimento de 1440 empresas em dez segmentos da economia.

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP)

Nível de Atividade Industrial: É divulgado na última quarta-feira do mês seguinte ao mês aferido, a partir de questionários respondidos por cerca de 700 indústrias que representam 30 por cento da produção industrial do Trata-se de um índice composto, pelos índices de variação mensal dos seguintes dados: total de pessoal ocupado pelas empresas; total de horas pagas; total de horas trabalhadas na produção;total de salários reais (deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor da FIPE); salário médio real; total de venda reais (deflacionadas pelo Índice de Preços ao Atacado da FGV); utilização da capacidade instalada.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS (CNI)

Indicador de Atividade na Indústria de Transformação: Levantado mês a mês, em âmbito nacional, com a variação do valor das vendas reais, pessoal empregado, horas trabalhadas na produção, total de salários pagos e ocupação da capacidade instalada.

OUTROS INDICADORES:

Investimentos: Investimentos em bens de produção são melhor termômetro precursor da atividade econômica, de grande visibilidade, pelo seguinte mecanismo: em regime de produção invariante, empresários apenas repõem equipamento, na proporção do desgaste regular estimado em 10 por cento do capital produtivo existente; se a produção sobe, digamos 10 por cento, além da reposição normal, empresários ampliam seus equipamentos. Mesmo se os ampliarem em apenas 3 por cento, as compras de equipamentos se expandem em 30 por cento (dos 10 por cento do estoque, para 13 por cento do estoque). No sentido inverso, quedas na produção levam a adiamentos mais do que proporcionais nas reposições de bens de capital. É possível inferir o ritmo de investimentos, pelo volume de contratos de financiamentos de bens de capital do programa FINAME, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, uma das principais fontes de financiamentos de bens de capital.

Índices de comércio: A Associação Comercial de São Paulo divulga agregados de comércio e de pagamentos que indicam a se está havendo melhoria ou deterioração no volume e qualidade das vendas: número de falências e concordatas requeridas e decretadas, volume de títulos protestados na capital, por setor de comércio, volume de consultas aos serviços de proteção ao crédito. Os indicadores têm que ser interpretados. Pode haver aumento no número de concordatas requeridas devido às freqüentes mudanças na lei de falência ou outras leis, e não em decorrência de uma crise.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica), ligada à USP, criou um indicador composto precursor da atividade econômica de validade discutível, que se vale de dados acessíveis e de compilação rápida ligados à movimentação de pessoas e mercadoria: variação no número de passageiros nos ônibus urbanos e no metrô, consumo de energia elétrica e combustíveis, consultas ao crédito; número de passageiros embarcados no aeroporto de Cumbica e terminal rodoviário.

Ibovespa – Índice Bovespa

O Indice Bovespa é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. É formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses.

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Índices de Inflação

Principais Índices de Inflação

Índice Geral de Preços do IBGE (IGP)

Começou a ser calculado em 1947, comparando preços do mês anterior com os do mês corrente, coletados em 18 capitais. Há três grupos de preços: os de produtos no atacado, baseado numa amostragem de cerca de 500 mercadorias, com 60 por cento de peso no índice final; o de preços ao consumidor, com base nas compras de famílias com renda de1 a33 salários mínimos, entra com 30 por cento; preços da construção civil, com 10 por cento de peso baseado em planilhas de custo de empresas de engenharia. Um dos menos precisos índices, justamente pela sua abrangência, num quadro muito dispersivo de inflação. É divulgado em duas versões uma contendo apenas os preços do que é produzido internamente,(disponibilidade interna)e outra incluindo preços de importações.

Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) da FGV

Criado a pedido da Federação dos Bancos com uma cláusula que impede sua modificação pelo governo e tinha como função, servir de corretor de contratos bancários aplicável já no dia 30 do mês em curso. É o primeiro a ser divulgado e tem como base os mesmos preços e a mesma ponderação do IGP, mas do dia 20 do mês anterior ao 20 do mês em questão.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV)

Os Índices Gerais de Preços da Fundação Getulio Vargas foram divulgados pela primeira vez em novembro de 1947, no número de estréia da Revista Conjuntura Econômica. Desde então registram as variações de preços de matérias-primas agropecuárias e industriais, de produtos intermediários e de bens e serviços finais.

Apresentam-se em três versões: Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A diferença entre eles está no período de coleta das informações para cálculo do índice. O quadro a seguir compara o período de referência de cada versão do IGP. Os preços coletados em cada período são comparados aos levantados nos 30 dias imediatamente anteriores:

  • Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10)
  • Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)
  • Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).

A diferença entre eles está no período de coleta das informações para cálculo do índice. O quadro a seguir compara o período de referência de cada versão do IGP. Os preços coletados em cada período são comparados aos levantados nos 30 dias imediatamente anteriores:

Períodos de Coleta de Preços

Mês Anterior

Mês de Referência

11 21 01   10   20 30

IGP – 10

IGP – M

IGP – DI

O IGP-10 mede a evolução de preços no período compreendido entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. A série do IGP-10 teve início em 1993. O IGP-M é coletado entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. Sua série começa em 1989.

O IGP-DI é coletado entre o primeiro e o último dia do mês de referência. A série histórica retroage a 1944.

O IGP-M, diferentemente das demais versões, conta com um sistema de apurações prévias divulgadas antes do fechamento mensal. Essas prévias apresentam resultados parciais do índice com base na coleta realizada em períodos de dez dias.

A primeira prévia, divulgada com a denominação de primeiro decêndio, calcula as variações obtidas a partir das informações colhidas no período de21 a30 do mês anterior ao de referência, comparadas às levantadas ao longo dos trinta dias anteriores. A segunda prévia expande o período de coleta para 21 do mês anterior a 10 do mês de referência, apresentando resultados cumulativos. A terceira apuração é o próprio IGP-M.

Índice Quadrissemanal de Preços ao Consumidor da FIPE

Típico de uma economia hiper-inflacionária, é publicado toda semana, com as variações dos preços das quatro semanas anteriores. Restringe-se ao município de São Paulo e afere o custo de vida de famílias com rendas de2 a6 salários mínimos. Calcula os preços médios durante quatro semanas e divide pela mesma média de quatro semanas anteriores. Trata-se, portanto, de uma medida rápida das tendências de base dos preços. No índice FIPE a comida pesa 37 por cento do custo de vida das pessoas e a habitação 18 por cento.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE.

Para rendas de 1-8 salários mínimos, foi o índice oficial de inflação de1979 a 1986.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

Sucedeu ao INPC como índice oficial, até 1990 e difere apenas no período de coleta dos preços.

Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) IBGE

Para rendas até quarenta salários mínimos.

Índices de Custo de Vida do DIEESE

Para três classes de renda, 1-3 salários mínimos, 1-5 e 1-30.Esse índice se distingue dos demais por incluir como itens essenciais do custo de vida, despesas com recreação, comunicação, cultura e lazer.

Índice da Cesta Básica (PROCON/DIEESE)

Pesquisado em 70 super-mercadosem São Paulo, englobando 31 produtos essenciais para famílias com renda até 10,3 salários mínimos; mede a variação ponta a ponta.

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Indicadores de Conjuntura – 19/09/2011

Indicadores de Conjuntura

São poucos e precários os indicadores de conjuntura econômica no Brasil.

Eis os principais:

DO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE)

Pesquisa industrial mensal: Mede a produção física acompanhando cerca de 700 produtos em 5 mil empresas com o que elabora quatro índices: a variação da produção do mês em relação ao mês anterior, e em relação ao mesmo mês do ano anterior; a variação da produção acumulada nos últimos 12 meses em relação a 12 meses anteriores, e a acumulada no ano, em relação ao mesmo período no ano anterior. Os índices são específicos por setores industriais (indústria da borracha, vestuário, veículos, etc), e por tipos de bens: bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis e os não duráveis. Os indicadores do IBGE ressentem-se da pequena amostragem, da não inclusão de serviços e da não atualização freqüente da amostragem em função da mudança do perfil produtivo do país.

Pesquisa mensal do comércio: Indicador iniciado em 1995, alcançando apenas mil estabelecimentos na região do Rio de Janeiro. Acompanha vendas, emprego e massa salarial no comércio.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV)

Sondagem Conjuntural: Afere a cada três meses a taxa de utilização, níveis de produção, emprego e intenções de investimento de 1440 empresas em dez segmentos da economia.

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP)

Nível de Atividade Industrial: É divulgado na última quarta-feira do mês seguinte ao mês aferido, a partir de questionários respondidos por cerca de 700 indústrias que representam 30 por cento da produção industrial do Trata-se de um índice composto, pelos índices de variação mensal dos seguintes dados: total de pessoal ocupado pelas empresas; total de horas pagas; total de horas trabalhadas na produção;total de salários reais (deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor da FIPE); salário médio real; total de venda reais (deflacionadas pelo Índice de Preços ao Atacado da FGV); utilização da capacidade instalada.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS (CNI)

Indicador de Atividade na Indústria de Transformação: Levantado mês a mês, em âmbito nacional, com a variação do valor das vendas reais, pessoal empregado, horas trabalhadas na produção, total de salários pagos e ocupação da capacidade instalada.

OUTROS INDICADORES:

Investimentos: Investimentos em bens de produção são melhor termômetro precursor da atividade econômica, de grande visibilidade, pelo seguinte mecanismo: em regime de produção invariante, empresários apenas repõem equipamento, na proporção do desgaste regular estimado em 10 por cento do capital produtivo existente; se a produção sobe, digamos 10 por cento, além da reposição normal, empresários ampliam seus equipamentos. Mesmo se os ampliarem em apenas 3 por cento, as compras de equipamentos se expandem em 30 por cento (dos 10 por cento do estoque, para 13 por cento do estoque). No sentido inverso, quedas na produção levam a adiamentos mais do que proporcionais nas reposições de bens de capital. É possível inferir o ritmo de investimentos, pelo volume de contratos de financiamentos de bens de capital do programa FINAME, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, uma das principais fontes de financiamentos de bens de capital.

Índices de comércio: A Associação Comercial de São Paulo divulga agregados de comércio e de pagamentos que indicam a se está havendo melhoria ou deterioração no volume e qualidade das vendas: número de falências e concordatas requeridas e decretadas, volume de títulos protestados na capital, por setor de comércio, volume de consultas aos serviços de proteção ao crédito. Os indicadores têm que ser interpretados. Pode haver aumento no número de concordatas requeridas devido às freqüentes mudanças na lei de falência ou outras leis, e não em decorrência de uma crise.

Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica), ligada à USP, criou um indicador composto precursor da atividade econômica de validade discutível, que se vale de dados acessíveis e de compilação rápida ligados à movimentação de pessoas e mercadoria: variação no número de passageiros nos ônibus urbanos e no metrô, consumo de energia elétrica e combustíveis, consultas ao crédito; número de passageiros embarcados no aeroporto de Cumbica e terminal rodoviário.

Ibovespa – Índice Bovespa

O Indice Bovespa é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. É formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses.

Gráfico paraIBOVESPA    - (^BVSP)

IBOVESPA –

(SAO: ^BVSP )

Valor do índice: 57.210,11
Horário de pregão: 16 de set
Variação: 0,00 (0,00%)
Fechamento ant.: 57.210,11
Abertura: 56.381,46
Variação do dia: 56.257,38 -57.210,11
Variação anual: 47.793,00 -73.103,00

Fonte: Site Yahoo Brasil Finanças – http://br.finance.yahoo.com/q/bc?s=%5EBVSP

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PIB e PNB – 12/09/2011

PIB e PNB

Qual a diferença entre PIB e PNB?

Um dos principais indicadores que demonstram a realidade econômica de um país ou região é o PIB (Produto Interno Bruto). Tal indicador nada mais é do que a mensuração de todos os bens e serviços, ou seja, de toda a riqueza produzida. Uma das maiores confusões em relação ao PIB é a diferença entre o mesmo e outro importante indicador econômico: o PNB (Produto Nacional Bruto).

PIB ou PNB?

Uma das confusões em torno do PIB é a que mistura taxas trimestrais de crescimento, divulgadas periodicamente pelo IBGE com taxas anuais. A taxa trimestral mede o crescimento do PIB num trimestre em relação ao trimestre anterior e se constitui numa medida mais aproximada de velocidade corrente de crescimento do PIB. Essa taxa é anualizada, ou seja, indica o quanto o PIB cresceria no ano todo se sua velocidade de expansão continuasse a mesma. Para se evitar confusões no tratamento das variações do PIB deve-se sempre tomar a base inicial da medida como 100, e aplicar sobre ela os índices de crescimento divulgados. Isso permite visualizar corretamente o fenômeno em curso.

Embora o conceito de PIB seja preferido na maior parte do mundo, como no Brasil e Grã Bretanha, o PNB é utilizado especialmente em determinados países, como nos Estados Unidos, por exemplo.

O PIB representa todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras de uma região, independentemente do destino dessa renda. O conceito de PIB também descarta a entrada de verbas do exterior. O que é levado em consideração é simplesmente aquilo que é produzido dentro das fronteiras da região ou país.

Já o PNB considera todos os valores que um país, por exemplo, recebe do exterior, além das riquezas que foram apropriadas por outras economias, ou seja, os valores que saem. É justamente essa a diferença: o PNB considera as rendas enviadas e recebidas do exterior, enquanto o PIB, não.

Desta forma, em países em desenvolvimento, como o Brasil, o PNB normalmente é menor que o PIB, uma vez que as transnacionais enviam grande parte de seus lucros para seus países de origem. Da mesma forma, em países com muitas empresas de atuação global, como nos Estados Unidos, o PNB tende a ser maior, já que há uma grande absorção dos lucros gerados por suas empresas no exterior.

Portanto: O PIB, descontado dessa renda enviada ao exterior, ou somado à renda recebida do exterior é chamado PNB. O conceito de PNB, por esse motivo, está mais próximo ao conceito de Renda Nacional. O Produto Nacional Bruto, descontadas as perdas por depreciação, é exatamente igual à Renda Nacional Líquida. Assim:

PIB – Renda enviada ao exterior + Renda recebida do exterior = PNB

PNB – Depreciação = Produto Nacional Líquido = Renda Nacional Liquida.

Renda Nacional Líquida / População = Renda Per Capita

Reportagem do jornal O Globo Economia de 03/03/2011

Ranking divulgado pelo IBGE com os países que já anunciaram o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 mostram que o Brasil teve o terceiro melhor desempenho no mundo. O PIB brasileiro, que subiu 7,5%, na maior alta desde 1986 , ficou atrás de China, que cresceu 10,3%, e Índia, que avançou 8,6%. A expansão da economia brasileira supera o avanço dos PIBs de países europeus e dos Estados Unidos, além da Coreia do Sul.

O crescimento do PIB brasileiro ficou 2,5 pontos acima do avanço no mundo em 2010, que foi de 5% na média dos países, segundo os dados do IBGE. Ficaram acima desse patamar, além dos três primeiros colocados, a Coreia do Sul, com alta de 6,1%, e o México, com 5,5%.

Segundo a wikipedia, O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). Veja que fala “uma determinada região”, portanto você pode calcular o PIB de um Estado, de uma cidade. A maioria das pessoas pensa sempre numa lista de países, como a que mostramos abaixo:

PAÍS—PIB de 2009 em milhões de US$

1) Estados Unidos—14.256.300
2) Japão—5.067.530
3) China—4.984.730
4) Alemanha—3.346.700
5) França—2.649.390 (obs 5)
6) Reino Unido—2.174.530
7) Itália—2.112.780
8) Brasil—1.571.980 (em 2010: estimado em US$ 1.700.000)
9) Espanha—1.460.250
10) Canadá—1.336.070
11) Índia—1.310.170
12) Rússia—1.230.730
13) Austrália—924.843
14) México—874.902
15) Coreia do Sul—832.512
16) Holanda (Países Baixos)—792.128
17) Taiwan (Formosa)—735.400 (obs 6 e 7)
18) Turquia—617.099
19) Indonésia—540.277
20) Suiça—500.260 (obs 1)
21) Bélgica—468.552
22) Polônia—430.076
23) Suécia—406.072
24) Áustria—384.908
25) Noruega—381.766
26) Arábia Saudita—369.179
27) Irã—331.015
28) Grécia—329.924
29) Venezuela—326.498
30) Dinamarca—309.596
31) Argentina—308.741
32) África do Sul—285.983
33) Tailândia—263.856
34) Emirados Árabes Unidos—261.348 (obs 1)
35) Finlândia—237.512
36) Colômbia—230.844
37) Portugal—227.676
38) Irlanda—227.193
39) Israel—194.790
40) Malásia—191.601
41) República Tcheca—190.274
42) Egito—188.334
43) Cingapura—182.232
44) Nigéria—168.994
45) Paquistão—166.545
46) Chile—163.670
47) Romênia—161.110
48) Filipinas—160.476
49) Kuweit—148.024 (obs 1)
50) Argélia—140.577

Porém, mais interessante que isso é ver que grandes cidades possuem PIBs maiores do que muitos países. Por exemplo, as 2 primeiras colocadas no ranking de cidades mais ricas, Tóquio e Nova York possuem PIBs de, respectivamente, US$ 1,479 trilhão e US$ 1,406 trilhão. Olhe novamente a tabela acima e você verá que as duas poderosas metrópoles estariam em 9º e 11º lugares, logo a frente da Espanha e Canadá!! Fácil de perceber que elas poderiam até se tornarem nações independentes. Entre as nossas cidades, São Paulo é a mais bem colocada, aparecendo como a 10º colocada, com um PIB de US$ 388 bilhões. Em 2005, São Paulo ocupava a 19º colocação, com um PIB de US$ 225 bilhões, crescimento de 72% em 4 anos. O Rio de Janeiro, ocupa a 30º lugar com um PIB de US$ 152 bilhões.

Posição Cidade País PIB
em bilhões de US$
1 Tóquio Japão $ 1479
2 Nova Iorque Estados Unidos $ 1406
3 Los Angeles Estados Unidos $ 792
4 Chicago Estados Unidos $ 574
5 Londres Reino Unido $ 565
6 Paris França $ 564
7 Osaka Japão $ 417
8 Cidade do México México $ 390
9 Filadélfia Estados Unidos $ 388
10 São Paulo Brasil $ 388

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