Planejamento Pessoal para 2016

Uma verdade que eu aprendi a algum tempo, e que tem me ajudado, principalmente nos últimos 5 anos, é a diferença que um bom planejamento faz na realização de meus objetivos.

Quem planeja tem infinitas vezes mais chance de alcançar seus objetivos do que quem simplesmente faz as coisas sem planejar antes.

Arrisco dizer que para pequenas empreitadas, pequenos sonhos, pequenos objetivos, talvez o planejamento faça pouca diferença. Mas se você quer realmente alcançar grandes objetivos, precisa fazer um bom planejamento. Para construir uma casinha de cachorro, talvez o planejamento faça pouca diferença, mas para construir um edifício, o planejamento é fundamental.

“Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Lucas 14:28

Porém eu sei que a maioria das pessoas não tem ideia de como fazer um planejamento. Tenho ciência de que a maioria não sabe nem por onde começar. Por isso, vou explicar em 5 passos simples, como montar seu planejamento para 2016 e no final, vou disponibilizar um modelo de planejamento para você poder montar o seu com mais facilidade.

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São apenas 5 passos, para montar seu planejamento e você poderá utilizar um modelo para facilitar o seu trabalho. Tenho certeza que com o seu planejamento em mãos, você conseguirá conquistar muito mais do que jamais imaginou.
Não estou brincando. Mas você terá que acreditar em mim primeiro, para depois poder comprovar. Terá que fazer seu próprio planejamento, utilizá-lo e depois terá convicção do que estou falando.

Um planejamento é simplesmente a resposta a 3 questões básicas:

  • Onde estou?

  • Pra onde vou?

  • Como eu vou?

Como um exemplo bem simples, um planejamento de viagem, seria mais ou menos assim:

  • Onde estou? – São Bernardo do Campo / SP – Bairro Paulicéia
  • Pra onde vou? – Santos / SP – Ponta da Praia
  • Como eu vou? – De carro, de ônibus, de helicóptero, de bicicleta, caminhando, de carona? Vou pela Rodovia Anchieta, pela Rodovia dos Imigrantes ou pelo Caminho do Mar (Estrada Velha de Santos)?

Veja que a primeira questão deve ser a mais fácil de responder: Onde estou?

A segunda questão, “Pra onde vou?”, depende de uma definição clara de meu objetivo. Se não souber exatamente onde quero chegar, dificilmente alcançarei meu objetivo.

Tendo claro onde estou e pra onde vou, vem a melhor parte do planejamento: “Como vou?”
A terceira questão, é cheia de possibilidades. No exemplo acima podemos ver que existem algumas possibilidades mais óbvias e outras mais complexas. Algumas possibilidades mais baratas e outras mais caras, algumas mais rápidas e outras mais lentas, algumas onde posso realizar sozinho, outras onde dependo de outras pessoas.

Enfim, quando tenho claro “onde estou” e “pra onde vou”, responder “como ir” é um verdadeiro desafio formado por um leque de possibilidades que dependem de meus recursos e de minhas vontades.

Com um planejamento anual em mãos, você terá um verdadeiro mapa, que te mostrará os caminhos para conquistar seus sonhos, dia após dia.

Mas antes de começar com o planejamento, preciso explicar um aspecto importante para termos sucesso completo em nossas vidas, as sete saúdes.

Vou dividir seu planejamento em 7 áreas que muitos especialistas chamam de 7 saúdes.

Sete Saúdes

As sete saúdes são nada mais do que uma visão mais completa de nossas vidas.
Pense comigo, você se sentiria completo se tivesse um excelente trabalho, fosse reconhecido e bem pago, mas com uma família destruída?
E como se sentiria se sua imagem refletida no espelho fosse dentro dos padrões de beleza, mas quando abre a boca as pessoas franzem a testa se perguntando “O que ele está falando?”

Por isso, para termos um planejamento completo e eficiente, precisamos cuidar dessas sete áreas importantes de nossas vidas.

Vamos entender melhor as Sete Saúdes:

 SAÚDE FÍSICA Trata-se do seu corpo, sua aparência, seu peso, seu fôlego, sua disposição para o trabalho e atividades de lazer, visitas regulares ao médico, etc.

 SAÚDE EMOCIONAL Trata-se da saúde dos seus relacionamentos. Relacionamento com você mesmo, com seus amigos, com os colegas de trabalho e de escola, com os seus familiares, marido, esposa, filhos, etc.

 SAÚDE INTELECTUAL Trata de cursos, leituras, assistir bons filmes, tocar instrumentos. Uma pergunta que pode ser feita para pensarmos na saúde intelectual, é o que você tem feito para desenvolver suas habilidades e talentos?

 SAÚDE PROFISSIONAL Trata-se efetivamente do seu trabalho. Você trabalha na área que gosta? Como tem sido sua performance profissional? Produzir resultados e ser reconhecido por eles são sinais de saúde profissional.

 SAÚDE SOCIAL Aqui devemos pensar em como nos relacionamos com a comunidade. A participação social interfere diretamente em nossa qualidade de vida.

 SAÚDE ESPIRITUAL Orar, ler a bíblia, meditar, silenciar a mente são práticas que nos ajudam a ter paz e tranquilidade.

SAÚDE FINANCEIRA Como você ganha, gasta, economiza e investe seu dinheiro? Saúde financeira em desequilíbrio causa muitos problemas e no mínimo, muita dor de cabeça.

Muito bem, entendido que precisamos pensar na nossa vida como um todo, vamos ao planejamento.

Pronto pra começar?

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Passo 1

Alguns sabem que além de especialista em finanças e gestor financeiro, também sou professor universitário. Entre as principais matérias que leciono, sempre encontro relacionamentos em suas essências. E o início de qualquer projeto, plano, objetivo ou meta, sempre deve ser o diagnóstico.

Diagnóstico nos faz pensar nas consultas médicas. Mas é da mesma forma que devemos proceder, fazer um diagnóstico pessoal. Um diagnóstico pessoal deve responder à primeira pergunta do planejamento: Onde estou?

Onde estou, não quer dizer apenas de localização física, mas de todo o complexo de informações que me dizem onde estou em diferentes áreas de nossas vidas, dentro das sete saúdes.

Uma formar de entender isso é simplesmente lembrar de como foi seu ano de 2015?

Quero que você comece seu planejamento de 2016, listando suas conquistas de 2015.

Pegue seu planejamento e comece a listar as realizações dentro de cada saúde. Em seguida, continue definindo sua posição atual com o refinamento de informações que descrevam exatamente qual sua situação atual dentro de cada saúde.

 

Passo 2

Definida nossa posição atual, podemos passar para o segundo ponto fundamental para nosso planejamento: Pra onde vou?

Sei que para muitas pessoas essa é a resposta mais difícil de se responder.

Temos milhares de possibilidades a nossa frente e ao mesmo tempo temos outros milhares de limitadores que nos impedem de transformar as possibilidades em novas realidades.
Queremos crescer profissionalmente dentro das empresas, mas trabalhamos em uma micro-empresa familiar.
Queremos ter um corpo saudável, mas não resistimos a um chocolate no meio da tarde.
Conheço pessoas que tem diversos conhecimentos, em áreas bem distintas, que possibilitariam trabalhar em diversas empresas e em áreas diferentes, mas sempre são contratadas para fazer o mesmo trabalho de sempre, com o mesmo salário de sempre.

Entendo que é uma resposta bem difícil de ser respondida.

Percebo que muitas pessoas não conseguem definir com clareza para onde ir, pois não querem limitar suas possibilidades. Mas quero esclarecer uma coisa: Não tenha medo de errar.

Só não erra, quem não faz, quem não executa nada.

Não tenha medo

Não tenha medo de definir pra onde você quer ir, não tenha medo de definir em qual direção caminhar. Se estiver errado, Volte. Se não gostou, mude de direção.

A vida é longa!

Mente quem diz que a vida é curta. A vida é longa. Muito longa.

Nós subestimamos o que podemos fazer em um único dia.
Subestimamos o que podemos fazer ao longo de vários dias.

Muitas pessoas não pensam em seus objetivos. Algumas até pensam, mas não fazem nada a respeito. Poucas pessoas efetivamente conduzem suas vidas pelos caminhos que elas escolheram. Essas pessoas têm certeza de que a vida não é curta, pois realizaram muitas coisas ao longo da vida.

Seu planejamento vai te ajudar a atingir diversos objetivos. Mas não se preocupe, se não conseguir atingir esse ano, continuaremos a perseguir esses e novos objetivos nos próximos anos.

Entenda que não quero que defina objetivos que não vá cumprir. Quero que não seja muito duro consigo mesmo.

Permita-se errar.
Permita-se sonhar.
Permita-se acertar.
Permita-se conquistar.

Se escolheu um objetivo e percebeu que ele não faz mais sentido, OK. Altere seu planejamento, reveja seus objetivos e siga na nova direção.

O que eu estou tentando dizer é que esse pode ser o seu primeiro planejamento na vida, ou pode ser o primeiro mais estruturado, não importa, o que importa é que você precisa entender o poder de planejar sua vida e fazer planejamentos frequentemente. Estamos aqui, em janeiro, planejando 2016. Em dezembro, vamos planejar 2017. No próximo ano, vamos planejar 2018 e assim sucessivamente.

Se o planejamento de 2016 não ficar tão bom, não importa. Em 2017 ele será melhor. Em 2018 ainda melhor, e melhor e melhor e melhor a cada ano. Mas se não começar a definir objetivos hoje, você corre o risco de dentro de pouco tempo se ver cantando aquele samba: “Deixa a vida me levar, vida leva eu…” E posso te afirmar que se você não definir o caminho que quer conduzir sua vida, certamente será conduzido para qualquer lugar, provavelmente um lugar que não te agrade. E a sua percepção será de que a vida é curta, pois não fez nada do que queria fazer. Mas teve tempo para fazer.

Não importa a direção, defina onde quer chegar no final de 2016.

Crie seus objetivos e metas para 2016 e acredite que serão atingidas, tenha fé!

Importante: Defina metas que são possíveis de serem mensuradas e alcançadas.

Exemplo: Eu defini, no meu planejamento de 2016, como uma meta dentro da saúde financeira que vou poupar e investir R$ 1.000,00 / mês.
Veja que é uma meta atingível dentro da minha renda e com uma quantidade bem específica R$ 1.000,00

 

Passo 3

Detalhe cada uma das metas definindo Quantidades e Prazos para cada uma delas.

Não adianta nada colocar no meu planejamento que quero apenas guardar dinheiro. Preciso saber para que quero isso e quanto eu quero e em qual prazo. Preciso saber exatamente o quanto é possível poupar. Preciso definir que vou investir. E preciso definir o prazo para isso.

Não quero guardar dinheiro. Quero poupar e investir para deixar o dinheiro trabalhar por mim no futuro.
Sei que R$ 1.000,00 / mês não vai me deixar rico nem ficar sem trabalhar e viver de renda.

Também sei que não é uma meta fácil. Vou precisar abrir mão de alguns desejos de curto prazo e manter as contas dentro de um orçamento que possibilite atingir essa meta, mas é possível.

Então, podemos perceber que essa meta é bem específica e tem uma quantidade bem clara e definida.

Precisamos também determinar o tempo de atingimento da meta. Nesse caso determinei R$ 1.000,00 / mês, ou seja, no último dia de cada mês, preciso olhar para meus investimentos e observar que conseguir fazê-los crescer R$ 1.000,00

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Se você determinou uma meta que não possa ser medida, não vai conseguir ter segurança de que ela foi cumprida e isso pode prejudicar seu planejamento.

Já vi pessoas colocarem como meta, ser feliz. Mas como medir a felicidade? Simplesmente não dá.

Mas se gastarmos um pouco mais de tempo, podemos melhorar essa meta, de uma forma que ela possa ser medida.

Vamos dar um exemplo. Estar com minha família me faz feliz, viajar me faz feliz, ter as contas em ordem me faz feliz, fazer churrasco me faz feliz. Bom, pensando um pouco, se eu conseguir realizar essas coisas, vou me sentir feliz. Então posso dividir em diversas metas que eu vou conseguir medir e terei certeza de que atingi os objetivos.

  • Posso determinar na Saúde Emocional que quero visitar ou receber a visita de parentes pelo menos 1 x por mês e fazer ou participar de um churrasco em família uma vez a cada 2 meses.
  • Posso colocar que quero viajar 4 vezes nesse ano. Podem ser 3 viagens curtas (praia ou interior) e 1 viagem longa (nordeste, por exemplo)
  • Depois, posso colocar na Saúde Financeira que quero pagar todas as contas em dia e ter uma reserva financeira de pelo menos 3 meses de despesas fixas para eventualidades.

Dessa forma, consigo mensurar minha felicidade.
Vejam que são apenas exemplos, cada um tem coisas que te agradam e te deixam felizes.

Agora é preciso prestar atenção pois, se eu consegui cumprir as minhas metas e não estou me sentindo feliz, talvez eu precise de aconselhamento profissional para entender onde está efetivamente o problema e assim definir metas mais adequadas.

Para deixar as metas mais claras e visuais, podemos utilizar desenhos ou fotos de nossas metas no planejamento. É importante que o seu planejamento seja muito pessoal com suas metas, seus sonhos e seus objetivos. Pra isso, utilize recursos visuais.

 

Passo 4

Defina as tarefas necessárias para atingir os objetivos. Efetivamente, como vou chegar ao lugar que eu defini como meta?

Lembrando da minha meta de poupar e investir R$ 1.000,00 / mês, agora eu preciso saber como atingir esse objetivo.

No passo 4, vamos definir as ações para atingir os objetivos e metas.

Que nesse caso, vou definir que preciso Aumentar minha renda e reduzir meus custos mensais. Como aumentar a renda é um pouco mais difícil, vamos pensar primeiramente em reduzir os gastos. Pra isso, preciso listar todos os custos fixos (prestação da casa, condomínio, água, luz, gás, TV a cabo, telefone, celular, despesas de mercado, etc) e os custos variáveis (jantar fora, viagens, presentes, churrascos, etc.). Com essas informações determino o quanto eu preciso para manter minha família e quanto consigo poupar de meu orçamento. No meu caso, faço isso em conjunto com minha esposa, pois se vamos abrir mão de algo, precisamos estar de acordo com essa privação de curto prazo para atingir metas de longo prazo (aposentadoria confortável).

Para uma meta de compra de imóvel por exemplo, podemos definir um valor mensal a ser poupada para termos a quantia necessária para dar entrada no financiamento imobiliário.

 

Passo 5

Comemore as conquistas.

As conquistas precisam ser comemoradas e desfrutadas.

Quando atingir o primeiro objetivo, comemore junto com as pessoas que são importantes na sua vida e te ajudaram a atingir aquela meta.

 

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Baixe o modelo de planejamento para você poder montar o seu Planejamento Pessoal para 2016 com mais facilidade, clicando aqui

Espero que esse pequeno guia mais o modelo te ajude a conquistar muitas vitórias no ano de 2016!!!

 

Consagre ao senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Pv 16:3

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Dicas para Economizar no Supermercado

Em tempos de crise, aumento de desemprego e incertezas sobre o futuro, o melhor a fazer é organizar suas contas e conferir todas as possibilidades de economizar.

Gastos no supermercado são parte importante de um orçamento familiar.

Para ajudar nesse item do seu orçamento, vou listar algumas dicas para melhorar a qualidade dos seus gastos e economizar no supermercado.

Compras de supermercado pode ser um perigo, caso você não tenha controle.

Algumas pessoas recebem vale alimentação do seu empregador, o que ajuda em muito no orçamento familiar. Porém precisa ficar muito claro que esse valor é parte do seu salário e deve ser considerado como uma entrada no seu orçamento. A única diferença, é que ele não é depositado na sua conta corrente.

Não dá para economizar dinheiro no supermercado se você quiser pegar todos os produtos que estão disponíveis.

Mas existem várias formas para gastar menos e ter mais disciplina. Isso pode garantir uma grande quantia de dinheiro no futuro.

Veja as Dicas:

1) Reorganize sua dispensa e geladeira
É fácil perder a noção do que você já tem, deixar coisas estragarem e comprar o que você não precisava. De tempos em tempos, é bom reorganizar o que você tem guardado justamente para ter noção e impedir que isto ocorra.

2) Tenha uma lista padrão
Há muitos itens que você comprará em todas as idas no supermercado.
Fazendo uma lista, você se atenta mais aos itens que você realmente precisa e não comprará o que não precisa.

Lista de Compras

Eu uso uma lista de compras padrão e estou compartilhando aqui com vocês.
Basta deixar seu e-mail abaixo que eu envio.

 

3) Faça uma comparação de preços
Os supermercados praticam preços diferentes e uma pesquisa pode te ajudar a escolher a loja com o menor preço.
Você pode usar a sua lista padrão de compras para verificar o que você compra frequentemente e  conseguir comparar os preços desses produtos com mais facilidade.  Os jornais de ofertas de mercados sevem como uma referência, mas lembre-se, normalmente os produtos anunciados servem como um chamariz para que você vá à loja e compre outros produtos mais caros.

4) Não vá ao mercado com fome
Pode parecer bobeira, mas não se engane, a nossa mente tem a capacidade de nos sabotar. Pesquisas indicam que quando estamos com fome e vamos fazer compras de supermercado, há uma tendência bem maior de comprarmos coisas que não são necessárias, principalmente aqueles lanches que engordam bastante e não são nem um pouco saudáveis.

5) Evite fazer compras com crianças
Não leve as crianças para fazer compras. Se chegar o dia de ir e não tiver com quem deixá-las é melhor deixar as compras para outro dia. As crianças são muito fáceis de serem manipuladas pelos produtos do supermercado e você fará qualquer coisa para ter paz e tranquilidade durante esse momento.
Quem quer uma criança chorando escandalosamente no supermercado no meio de todo mundo, porque você não comprou aquele salgadinho ou aquele doce que ela tanto queria?
Portanto, tenha certeza de que as crianças te manipularão e te farão comprar muitos supérfluos. Deixe-as longe do mercado.

6) Use preferencialmente uma cesta, não um carrinho
Um carrinho grande geralmente te induz a comprar coisas que você não precisa.
Por isso, pegue uma cestinha ou escolha os carrinhos menores.
Com menos espaço você provavelmente pegará apenas o essencial.

Cesta de Compras

7) Inverta suas responsabilidades
Muitos casais não fazem as compras juntos: geralmente isso acaba sendo responsabilidade de um dos dois. Inverter essas responsabilidades de tempos em tempos pode ajudar a descobrir o que não deveria ser comprado e evitar vícios.

Seguindo essas dicas você pode melhorar significativamente a qualidade dos gastos no supermercado e contribuir positivamente para seu orçamento familiar.

Tem outras dicas?
Deixe um comentário com suas dicas de compras de supermercado.

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Realidade Brasileira em 2015

Realidade Brasileira 2015

Realidade Brasileira em 2015

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Onde investir R$100,00 / mês?

Existem investimentos que rendem muito mais que a poupança.

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Muitas pessoas até têm a vontade de investir e buscar opções mais rentáveis que a poupança, no entanto, acreditam que não possuem dinheiro suficiente para fazer operações financeiras mais lucrativas e interessantes.

No entanto, que com R$ 100,00 por mês, ou até menos, já é possível investir em uma alternativa melhor que a poupança.

Uma alternativa é o Tesouro Direto, programa de compra e venda de títulos públicos do governo federal.
O programa conta com três opções diferentes de títulos disponíveis:

  • Tesouro Selic – que segue a variação da taxa de juros
  • Tesouro IPCA+ – que remunera a inflação mais uma taxa de juros real
  • Tesouro Prefixado – que tem uma taxa determinada no momento da compra.

Além da variedade na hora de escolher os títulos, outra vantagem do programa é a liquidez diária, que permite que o investidor possa sacar o dinheiro a qualquer momento. Porém, o investidor que quiser resgatar o dinheiro antes do vencimento deve investir no Tesouro Selic, que não conta com volatilidade.

Caso o investidor aplique nos outros dois títulos, ele deve ou seguir com o título até seu vencimento, e assim garantir a rentabilidade, ou procurar uma assessoria profissional de investimentos para auxiliá-lo.

A rentabilidade dos títulos oferecidos é uma das maiores vantagens do programa.  Mesmo não sendo um investimento isento de imposto de renda e mesmo na alíquota mais alta (que é de investimentos com um prazo menor de seis meses e chega a 22,5%) o Tesouro Direto segue rendendo muito mais que a poupança.

No entanto, o investidor deve escolher com atenção a instituição financeira por meio da qual irá aplicar no programa, pois as operações tem custo. No site do Tesouro Direto é possível encontrar as taxas cobradas por todos os bancos e corretoras. É possível descobrir as instituições que pagam as menores taxas com a mesma segurança.

Outro cuidado necessário é com os bancos de varejo. Caso o investidor queira fazer a aplicação em seu próprio banco de varejo, converse bem com o gerente. Muitos gerentes dificultam a entrada no Tesouro Direto, falam que é muito difícil investir no programa e tentam oferecer outras opções que são mais rentáveis para o banco. Cuidado, o gerente da sua conta é, em primeiro lugar, funcionário do banco, por isso tende a oferecer alternativas melhores para seu empregador. Mas o investidor está livre para procurar qualquer corretora nesses casos.

Uma vantagem que surpreende muitas pessoas que não são familiarizadas com o mundo dos investimentos:

Tesouro Direto é ainda mais seguro que a poupança, uma vez que o risco é soberano e o governo é o melhor credor que existe.

2014-01-13-poupar

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Moderna Gestão Financeira

Rápidas mutações na economia, empresas mais sensíveis a alterações de humor dos mercados globais, assim como o uso intensivos de novas tecnologias de informações e comunicações, impactam diretamente na gestão das empresas e exigem novas competências dos gestores financeiros das organizações modernas.

Para manterem-se competitivas, as empresas precisam de pessoas cada vez mais preparadas (ou dispostas a se preparar), para enfrentar novos e constantes desafios de gestão que incluem a identificação precisa de atividades geradoras de resultado nas organizações. Uma vez identificadas, devemos focas os esforços corporativos  na execução dessas atividades com excelência.

A Deloitte, publicou no jornal Valor Econômico de hoje, uma coluna com as funções e os pilares que sustentam a moderna gestão financeira nas empresas.

Veja abaixo:

Mandala das Finanças

Funções Técnicas de Finanças

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Pra terminar bem a semana!

Boa Tarde!
Notícias pra terminar bem a semana:
Mostra que o setor de Papel e Celulose está bem e confiante no futuro.
Temos ainda o projeto da Jari que iniciou sua produção recentemente.
Oportunidades neste setor da economia!
Mostra nossa força e diversidade. Enquanto alguns setores estão sofrendo fortes impactos da crise, alguns setores estão indo bem e o pais, como um todo, tem credibilidade.
Nem tudo está ruim!
Combinado com:
Mais um segmento que não está sofrendo tanto.
Mais oportunidades!!!
Aconteceu no meu trabalho…
A mais ou menos 1 mês, o Superintendente de um Fundo que trabalha conosco, me perguntou qual nossa expectativa para este ano. Qual o cenário macroeconomico previsto para este ano?
Eu respondi que estamos estáveis mas que as expectativas são de retração na economia.
Conforme observamos em jornais e noticiários, uma retração em torno de 1,5% do PIB
Ele me questionou:
 – Vocês dependem de 1,5% pra gerar resultado?
Eu, obviamente disse que não, que precisamos de muito mais.
Foi então que ele me disse:
 – 1,5% não é nada. Em anos de crescimento econômico, tem empresas crescendo e tem empresas quebrando. Em anos de crise, tem empresas quebrando e tem empresas crescendo. Mais do que o cenário externo, temos que gerar o resultado internamente. Este ano, temos que focar nossas energias no trabalho pra superar essa crise e estar prontos para crescer conforme retomamos o crescimento macroeconômico.
Acho que ele está certo!
Ele está vendo o “copo meio cheio”.
Te desafio a fazer o mesmo!
Bom final de semana!

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O planejamento no século XXI

Por David Kupfer

“A luta contra o subdesenvolvimento é um processo de construção de estruturas. Implica, portanto, a existência de uma vontade política orientada por um projeto.” Celso Furtado em “O longo amanhecer: reflexões sobre a formação do Brasil”. Editora Paz e Terra, 1999

A crescente ênfase com que temas ditos “heterodoxos”, como planejamento e investimento, vem sendo tratados no debate econômico internacional merece registro. Em um artigo denominado “Uma ciência ainda mais lúgubre”, publicado na página de opinião do Valor de 8 de maio último, J. Bradford DeLong sumariza o debate sobre a capacidade de a política macroeconômica proporcionar uma cura eficiente para os males do baixo crescimento: “os governos precisam assumir maior responsabilidade na assunção de riscos, no planejamento de longo prazo e nos investimentos”. Um dos economistas citados no artigo, Larry Summers, em entrevista publicada pelo jornal nesse mesmo dia, discorrendo sobre o problema da estagnação secular e os meios para evitá­la, indica que “…A prioridade tem que ser o estímulo ao investimento. Há um papel para políticas estruturais que incentivem o investimento privado e há outro para políticas fiscais expansionistas, especialmente aquelas orientadas para o investimento público”.

Mas o que é o planejamento de longo prazo? Extraída do pensamento furtadiano, a epígrafe dessa coluna explicita três idéias­força atemporais relacionadas a esse tema: construção de estruturas, projeto, vontade política. Vale a pena, portanto, discutir como essas ideias­força podem ou devem se sequenciar em experiências concretas de planejamento do desenvolvimento. Adiante são abordadas três possibilidades:

No século XXI, a planificação, que é a elaboração de projetos estáticos, é substituída pela estratégia

Primeira sequência: é um projeto que explicita as estruturas a serem construídas, para cuja consecução a vontade política é mobilizada. Se assim for, essa é uma visão racionalista, emanada de uma burocracia superdotada, que tudo sabe e tudo vê. É a visão de um mundo movido pela tecnocracia. O desafio aqui é evitar que o conhecimento técnico aprofundado, tão necessário para definir diagnósticos e proposições, não se traduza em simplificações da dimensão político­institucional dos processos sociais.

Segunda sequência: é uma vontade política de construir certas estruturas para o que se formulam projetos. Se assim for, essa é uma visão de um governo ativo, que pactua com a sua base de sustentação as necessárias intervenções no processo econômico. É a visão de um mundo movido pela política. A problemática aqui está em não permitir que a ideologia, tão essencial para que se consiga construir modelos de interpretação da realidade, não sirva como engessamento das visões de futuro.

Terceira sequência: é um conjunto de estruturas a serem construídas que levam à formulação de projetos que comandam a vontade política. Se assim for, essa é a visão do planejador, voltado para a construção do futuro, não como algo que se prevê nem tampouco algo que se deseja e sim como algo que se define como possível. É a visão de um mundo movido por seus determinantes estruturais. É a visão furtadiana por excelência, consistente com a sua atuação como um dos principais defensores do papel crucial do planejamento na promoção do desenvolvimento econômico.

Porém, no século XXI, há transformações de grande impacto que modificam radicalmente a arquitetura analítica da reflexão sobre o planejamento. Primeiro, as interações entre agentes, grupos, instituições se dão na atualidade em um ambiente de complexidade que exige muito esforço e competência para ser compreendido e mais ainda para ser regulado. Segundo, por paradoxal que pareça, o aumento do conhecimento trazido pela vigência da sociedade da informação, porque alarga o conjunto de possibilidades, tende a provocar mais desconhecimento, aumentando, e não reduzindo, as incertezas sobre o futuro. Por isso, torna­se necessário apostar em múltiplas soluções. Terceiro, vive­se hoje em um mundo de preços flexíveis devido à desregulamentação financeira, à globalização do sistema de empresas líderes e à quebra da coordenação oligopolista, antes assentada na existência de barreiras estáticas à entrada, substituída pela concorrência baseada em inovação (destruição criadora schumpeteriana).

Dentre outras consequências, o planejamento de quantidades, típico do século XX, vê­se seriamente dificultado. No século XXI, a planificação, que é tão somente a elaboração de projetos estáticos, está sendo substituída pela estratégia, o que significa um processo permanente de revisão e ajustamento das metas e instrumentos de construção do futuro. Implica, portanto, a necessidade de uma institucionalidade completamente nova, pouco ou nada semelhante à que existiu no passado. Diante de realidades muito dinâmicas, planos rígidos, que se cristalizam, podem até mesmo constituir mais fonte de problemas do que de soluções.

Para o Brasil, é grande o desafio. É claro que avançar no planejamento do século XXI requer capacidade macroeconômica de financiamento na contramão do ciclo de negócios. Mas depende também de outros elementos que se situam muito além do que é o núcleo duro da política econômica: coordenação, monitoramento e avaliação. Dentre as instituições brasileiras, especialmente dentre o aparato extra­estatal, predominam os objetivos de defesa da renda. Instituições pró-­planejamento, voltadas para a redução de incertezas, coordenação ou acumulação de conhecimento e aprendizado são poucas e menos proeminentes. É necessário mudar esse perfil.

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