5 gurus bem pessimistas com a bolsa

Cresce a cada dia o número de investidores que acha que Europa e EUA não vão conseguir evitar o pior – e que vai ser difícil ganhar dinheiro com ações no curto prazo

Wikimedia Commons

O analista e investidor Jim Rogers

Jim Rogers: diversos países europeus terão de pedir moratória

São Paulo – Não para de crescer a percepção dos investidores de que nem todos os países europeus conseguirão pagar suas dívidas e que os Estados Unidos não fracassarão em evitar uma nova recessão. Na última sexta-feira, o mercado financeiro simplesmente ignorou o anúncio do presidente americano, Barack Obama, de que um novo pacote de estímulo econômico, no valor total de 447 bilhões de dólares, será enviado ao Congresso. A renúncia de um importante membro do Banco Central Europeu escancarou o fato de que não há consenso na zona do euro sobre a forma de evitar as moratórias de países fiscalmente irresponsáveis, como a Grécia. Veja abaixo como cinco gurus avaliam a situação econômica mundial e esperam da bolsa nas próximas semanas:
Jim Rogers diz que haverá várias moratórias

Para Jim Rogers, que fez fortuna no mercado em sociedade com George Soros, é hora de a Grécia admitir que não tem condições de pagar a dívida e iniciar uma reestruturação. Ele acredita que o “default” grego levará outros países a declarar moratória, como a Itália, a Espanha, a Irlanda e mais alguns. O megainvestidor acredita que haverá muita dor no mercado quando isso acontecer. Muitos bancos que estão atolados de títulos de dívida desses países terão problemas. Para Rogers, no entanto, quem tem dinheiro pode estar diante de uma boa oportunidade de comprar ativos que ficarão baratos, como o próprio euro.

 

Para George Soros, a crise atual é pior que a do Lehman

O bilionário e renomado investidor George Soros diz que o maior temor do mercado é que um banco europeu quebre e o pânico se espalhe da mesma forma que em 2008, com a falência do quarto maior banco americano de investimentos, o Lehman Brothers. Mesmo com a disposição dos governos europeus em salvar grandes instituições financeiras, a crise tem secado o crédito interbancário. As instituições americanas têm cortado linhas de financiamento aos pares europeus como forma de correr menos riscos, afirmou Soros ao jornal The New York Times. Foi exatamente uma crise de liquidez como essa que levou à quebra do Lehman Brothers. Se um banco europeu cair, toda a economia mundial sentirá o baque. A crise atual só não será pior que a de 2008 se for criada uma autoridade europeia capaz de garantir a estabilidade do sistema financeiro.

Marc Faber diz que pacote de Obama é uma piada

Os investidores que esperavam algum alívio com o discurso do presidente americano, Barack Obama, na última quinta-feira só tem motivos para se decepcionar. Segundo o investidor suíço Marc Faber, um dos mais pessimistas desde meados da década passada, a mistura de aumento de impostos com alta de gastos públicos é uma “piada completa” e um “fracasso das políticas econômicas keynesianas”. Conhecido como “Doutor Apocalipse” e autor do relatório “Gloom, Boom and Doom”, o suíço diz que os governos ao redor do mundo precisam entender que é hora de cortar gastos, e não de elevá-los.

O problema é o governo, afirma Jim Cramer

Para Jim Cramer, que apresenta o programa “Mad Money” na rede de televisão CNBC, o mau desempenho das bolsas pode ser explicado pelos erros dos governos europeus e americano. O Banco Central Europeu, segundo ele, já deveria ter cortado os juros para zero, uma vez que o continente está à beira de uma nova recessão. Já o governo americano desincentiva o empreendedorismo e tira a confiança do consumidor americano com medidas erradas. Ele afirma que diversas empresas têm apresentado aumentos consideráveis de lucro e receita. O que impede as ações de subir são as “peripécias” do governo. “Não dá para criticar ninguém que pense em vender suas ações neste momento.”

Nouriel Roubini diz que países ricos precisam de mais estímulos

O economista Nouriel Roubini, que ganhou notoriedade por ter previsto a crise de 2008, acredita que uma nova recessão em diversos países ricos é iminente. Para ele, os governos precisam anunciar novas medidas de estímulo econômico e esquecer a austeridade fiscal. “Estamos em uma situação pior que em 2008.”Promover apenas mais uma rodada de relaxamento monetário (quantitative easing, no termo que vem sendo usado pelos jornais americanos) não seria suficiente para livrar os EUA da ameaça de recessão. “O mercado até pode ter um rali, que só vai se sustentar se os dados da economia real também melhorarem.” Já os governos da zona do euro precisam aumentar o fundo de estabilidade financeira, criado para garantir aos investidores que os países pagarão suas dívidas.

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